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Altas Emissões de Desentendimentos Contra a Preservação da Responsabilidade Ambiental em Copenhague diciembre 14, 2009

Posted by conexioniberoamerica in Reflexiones.
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Entre os dias 7 e 18 de Dezembro de 2009 líderes de todas as nações se reúnem na Cúpula do Clima de Copenhague para discutir quais ações podem ser tomadas contra o aquecimento global. A importância das decisões tomadas em tal encontro e as consequências do enfrentamento de interesses díspares entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para a nossa geração é o tema do texto de Antonio Henriques para a Conexão Ibero-América.

Altas Emissões de Desentendimentos Contra a Preservação da Responsabilidade Ambiental em Copenhague

Antonio Henriques

Engana-se quem pensa que a Cúpula do Clima de Copenhague começou há somente uma semana. Meses antes do início de tal evento, o nervosismo e a excitação eram já patentes na comunidade internacional, através de encontros bilaterais e viagens de última hora, nas quais altos dirigentes de alguns países fechavam acordos e negociavam posturas coerentes entre si para a Cúpula. Em tal ocasião, como em um jogo de bingo, números começaram a ser cantados. Alguns prometiam reduzir emissões de CO2 em 25% até 2020, outros divulgavam um planejamento de redução de até 40% para 2050 enquanto a maioria, calada, apenas anotava estes números.

Filme de abertura da Cúpula do Clima de Copenhague

Dados estatísticos sobre parâmetros que medem o aquecimento global foram outros números que levantaram bastante polêmica dias antes da abertura da Cúpula. Tais estudos, confidenciais e de propriedade do mesmo grupo de pesquisa que gerou a base científica para o filme “Uma Verdade Incoveniente” de Al Gore, foram obtidos ilegalmente e enviados por email a representantes de países que estariam presentes em Copenhague. A intriga por trás de tal roubo está no fato de que, pelo (o) que parece, a magnitude do aumento de temperatura nos últimos anos pode ser um pouco menor do que a divulgada. Independentemente do conteúdo de tal pesquisa ou do descobrimento da identidade dos infratores, está claro que este acontecimento somente serviu para mostrar que, ainda que grande parte da sociedade esteja a favor da diminuição da poluição ambiental, neste jogo muitos interesses e ambições diferentes estão atuando fervorosamente.

E quais são os principais interesses em jogo?

Dois grandes grupos dividem opiniões e posições estratégicas quanto às ações que devem ser propostas na cúpula. Por um lado se aglomeram os países desenvolvidos, os quais historicamente foram os maiores poluidores, emissores de CO2 e desmatadores – aqui representados principalmente pelos Estados Unidos, países Europeus e Japão. No outro grupo se encontram os países em desenvolvimento, os quais contêm os maiores patrimônios ecológicos do planeta, que aderiram tardiamente à revolução industrial e agora reivindicam seu direito de crescer economicamente ainda que isto represente uma destruição ambiental – formados por China, outros países em desenvolvimento e pelos 133 países mais pobres.

Durante a última semana, choques de postura e um forte embate de ideias entre estes grupos foram os responsáveis por criar um estado de mal estar e intolerância em Copenhague. Resumos de documentos, nos quais os países ricos limitavam o nível de emissão de CO2 de países pobres e mantinham suas altas taxas, foram publicados em vários websites. Posteriormente,  propostas de ajuda financeira insuficiente a países em desenvolvimento por um período de 3 anos foram apresentadas.  Em resumo, como foi bem ilustrado em uma analogia feita pelo representante Chinês, vice-chanceler He Yafei, “os países ricos são as pessoas que comem num restaurante de luxo e recebem um amigo pobre para a sobremesa, e depois querem dividir a conta inteira”. No entanto, He sabe muito bem que a sobremesa que a China come hoje representa a maior fatia da mesa.

Qual a solução?

Não deveria ser surpreendente para ninguém que, independente de quem polui mais ou menos, todas as nações devem se responsabilizar pela causa ambiental e fazer dela um compromisso de longo prazo. É evidente que, por razões históricas tanto quanto por capacidade de ação, medidas mais urgentes devem ser tomadas pelos países desenvolvidos. Estes devem não somente diminuir seus níveis de poluição ambiental como também permitir e ajudar os países em desenvolvimento a implementar uma nova cultura e consciência ecológica. Na minha opinião, a Cúpula do Clima de Copenhague terá sucesso  somente quando um convênio internacional, que ratifique de uma vez por todas as propostas do Protocolo de Kyoto e que estimule a transferência de tecnologias verdes aos países em desenvolvimento, seja assinado por todos os participantes. Porém, nada disso é novidade e as ações que devem ser tomadas para salvar o meio ambiente já são conhecidas há muito tempo, ainda que seja improvável que as medidas corretas sejam aceites até o próximo dia 18  de Dezembro. Assim sendo, também se engana quem pensa que a Cúpula do Clima de Copenhague acabará em uma semana.

Antonio Henriques é Brasileiro, biólogo, Mestre em Economia e membro da Conexão Ibero-América.

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Educación Intercultural Bilingüe: un camino contra la desigualdad diciembre 6, 2009

Posted by conexioniberoamerica in Reflexiones.
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La desigualdad es uno de los mayores retos a los que ha de hacer frente la población mundial. En un contexto globalizado, la diversidad se convierte fácilmente en disparidad. En el texto “Educación Intercultural Bilingüe: un camino contra la desigualdad”, Estefanía Almenta reflexiona acerca del poder de este modelo educativo en la lucha contra la desigualdad en Iberoamérica.

Educación Intercultural Bilingüe: un camino contra la desigualdad

Estefanía Almenta


En las últimas décadas las sociedades se han visto envueltas en un vertiginoso proceso de cambios a todos los niveles (político, económico, ético, sociocultural, etc.), que ha llevado a la transformación de las sociedades en ciudades globales. No obstante, el hecho de vivir en ciudades globales no significa que la realidad sea cada vez más homogénea. Más bien al contrario, ya que los movimientos migratorios, acentuados especialmente en los últimos quince años, generan sociedades donde el grado de diversidad es cada vez mayor. El peligro es, pues, que esta diversidad se convierta en desigualdad.

Justamente es éste uno de los mayores retos que debe afrontar Iberoamérica: la desigualdad. Para superarlo, el desarrollo de esta sociedad que se ha dado en llamar “del conocimiento” ha de hacer hincapié en la importancia de garantizar a toda la ciudadanía una educación de calidad.

Si bien podemos encontrar muchas definiciones de calidad, entiendo que debemos poner la atención en el tipo de educación que es capaz de facultar a toda la población para acceder a las herramientas culturales que permitan desenvolverse en la sociedad en igualdad de condiciones. Es una educación, por tanto, que ha de compensar las desigualdades que puedan existir de partida, y que ha de ofrecerse a todos y todas los ciudadanos sin excepción. No puede ser educación de calidad la educación de la élite.

Muchos autores coinciden en señalar la importancia del lenguaje como herramienta cultural. De hecho, se puede decir que la lengua es el vehículo cultural por excelencia, y la marca de identidad social más importante. Quien domina una lengua es capaz de acceder a las diferentes plataformas de significados que configuran una cultura. Así pues, ser competente en una lengua dota a los individuos de mayores posibilidades para establecer interrelaciones sociales con éxito dentro de un marco cultural determinado.

Ahora bien, dado que nuestras sociedades son cada vez más diversas, nos encontramos con realidades multiculturales y, por ende, multilingües. En este contexto, la posibilidad de establecer relaciones constructivas con los demás requiere que los individuos reciban una formación plurilingüe y pluricultural. Pensemos que en Iberoamérica existen más de 100 lenguas nativas, cuyos hablantes quedan sistemáticamente excluidos de la sociedad al no dominar las lenguas mayoritarias. Sólo la Educación Intercultural Bilingüe puede conseguir que estas personas conserven su identidad cultural y al mismo tiempo dispongan de las herramientas necesarias para participar con garantías en su sociedad.

Aparte de las ventajas en el ámbito psicolingüístico, el aprendizaje de otras lenguas trae consigo el conocimiento de otras culturas y la apertura a otras visiones del mundo. Así, el bilingüismo y el plurilingüismo predisponen a los sujetos a aceptar con mayor naturalidad las diferencias interindividuales y a establecer relaciones constructivas con los demás, mejorando así las relaciones sociales y posibilitando el diálogo entre culturas. En cuanto al ámbito económico, el plurilingüismo facilita la movilidad laboral de los ciudadanos, ampliando las oportunidades de empleo e igualdad de oportunidades.

Creo firmemente que la educación para el plurilingüismo ofrecerá las bases para que la ciudadanía participe con mejores garantías en un contexto cada vez más mundializado. La Educación Intercultural Bilingüe se convierte así en una herramienta de inclusión y justicia social, pues da la oportunidad de participar en la sociedad a quienes tradicionalmente no han podido hacerlo.

Estefanía Almenta es Española, psicopedagoga, Máster en Políticas Educativas, investigadora de la Junta de Andalucía y miembro de Conexión Iberoamérica.