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Argentina y Brasil: hacia un futuro en común enero 27, 2010

Posted by conexioniberoamerica in Reflexiones.
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Argentina y Brasil: países vecinos pero con una relación… problemática. Cuales son los antecedentes, y que se puede hacer para resolver esta situación –  en continuación del tema que hemos empezado con el texto anterior, Silvana Montes y Rafael Caldas comparten con nosotros sus visiones sobre esta temática.

Ao som do Tango… ou ao ritmo do Samba?

Silvana Montes

Antecedentes

Durante la mayor parte del siglo XX, la relación de Argentina con Brasil ha sido difícil y potencialmente conflictiva, aunque jamás ha llegado a los graves aprestos belicistas que está enfrentando el norte de nuestro continente. Con la llegada de la democracia a ambos países, no solamente ha desaparecido la tensión militarista, sino que se han ido consolidando progresivamente los lazos de convivencia y posterior unión. Desde 1991 son dos de los cuatro socios fundadores y mayoritarios del Mercado Común del Sur (Mercosur), lo cual ha fortalecido aún más  las relaciones.

Realidad actual

Pese a ser países limítrofes con intereses geopolíticos y económicos complementarios, ideales para explotar ante las posibilidades del mundo globalizado, las diferencias de magnitud y potencia entre ambos son muy grandes.

La población de Argentina es de 40,1 millones de habitantes, y siendo el segundo país en extensión de América Latina, determina una densidad poblacional bajísima de 14 habitantes por km2. Su Producto Interno Bruto (PIB), de sexta economía mundial en 1940, ha descendido al 30º lugar.  Brasil, por su parte, posee 190 millones y siendo el mayor en extensión (2,26 veces más grande que Argentina), determina una densidad de 20 habitantes por km2. Su PBI nos supera en más de cuatro veces y su economía es considerada la octava del mundo y en ascenso. Como se puede ver, la relación societaria entre ambos países es promisoria pero totalmente asimétrica.

Además, Brasil cuenta para la viabilidad y amortización de sus desarrollos investigativos y de producción con un enorme mercado interno, necesitado de todo lo que se le pueda ofrecer, situación que va en aumento en virtud de que por acertadas políticas económicas diez millones de pobres por año van superando tal condición. En tanto que, la escasa población argentina, si bien le asegura contar fácilmente con saldos exportables, es un punto vulnerable tanto para su desarrollo estratégico como para la radicación de capitales extranjeros.

Tal asimetría requiere sortear problemas propios de una integración política y comercial nada fácil de resolver. Problemas, no obstante, muy positivos y deseables dado que son los propios de todo crecimiento y construcción de un proyecto en común. Hay que tener en cuenta que tras 50 años, la Unión Europea aún no ha logrado eliminar frustraciones, discrepancias y reclamos. Así, son esperables conflictos de intereses por medidas proteccionistas que cada gobierno va tomando, al ceder a los grupos de presión y forzar cláusulas de los acuerdos bilaterales, provocando la consiguiente reacción de los sectores afectados. Situaciones que no siempre son especulativas, sino que acusan un insuficiente desarrollo de los términos de intercambio.

Diferencias de conductas  políticas

Honrando el lema de su bandera: ‘Orden y progreso’, Brasil ha sabido mantener una conducta diplomática y comercial coherente y un proyecto de liderazgo hemisférico. Contó con políticas de estado que han sido mantenidas con muy escasas variaciones, a lo largo de los diversos gobiernos e ideologías, incluyendo militares. Argentina, por su parte, ha seguido y aún sigue una trayectoria errática, perdiendo la importancia de primer orden que había sabido conquistar. A partir de la década de 1970 fue sobrepasada por Brasil, tendencia que ya nunca más se revirtió.

Una opinión personal

Lejos de renunciar a la gravitación de mi país, haciendo a un lado nacionalismos estériles y para un mutuo beneficio, la actitud coherente de la Argentina sería fortalecer a Brasil en su liderazgo sudamericano. Aparte de ser su segundo socio en importancia, podríamos aportarle medios y conocimientos de primera línea (ciencia nuclear, agroquímicos, maquinaria agrícola, tecnología agropecuaria, software, técnicas de gerenciales, satélites de investigación, comunicación y biotecnología) y apuntalarlo en sus proyectos políticos. Tal actitud, lejos de ser claudicante, es pragmática al tener un socio que hoy en día goza de la credibilidad y que hemos perdido. Una cuestión de importancia creciente es que por ser entre los dos el mayor reservorio de agua y medios naturales del mundo, nos torna en un objetivo geopolítico de primer orden, para el que debemos coordinar una defensa en común. Esta estrategia, que implica la tácita integración de las políticas y entendimientos en todos los niveles, se maximizaría en su efectividad extendiéndola a nuestros vecinos, fortaleciendo el Mercosur como bloque.

Rafael Caldas

Apesar dos alertas direcionados aos desenvolvedores de políticas públicas nacionais, o fantasma do protecionismo e as incertezas trazidas pela crise mundial se caracterizaram num entrave as tentativas de cooperação comercial internacional. Nesse contexto, o clássico Brasil Vs. Argentina saiu do estádio e foi transposto para a arena político-econômica.

Os esforços para desenvolver uma relação de cooperação entre o “tango” e o “samba” remetem a década de 80. Entretanto, apenas no início da década de 90, com a criação do MERCOSUL, as tentativas foram intensificadas e ações concretas começaram a ser tomadas. Neste sentido, cabe ressaltar que a parceria Brasil-Argentina sempre foi percebida como um eixo fundamental para a aproximação dos demais países latino-americanos, e um passo inicial fundamental foi deixar para trás a disputa pela hegemonia política na América do sul.

A evolução desta relação bilateral esteve à mercê da posição que ambos os países assumiram na dinâmica da economia mundial. As estratégias diferenciadas adotadas por cada um para responder as crises resultou em uma crescente divergência de desempenho e competitividade entre os setores industriais brasileiro e argentino. O cenário resultante favoreceu a consolidação de um padrão de comércio bilateral onde o Brasil exporta produtos industriais em escala e Argentina exporta commodities. Tal configuração foi de encontro ao nacionalismo econômico e a trajetória de reindustrialização vislumbrada pela Argentina, o que resultou em uma relação bilateral sensível, marcada por conflitos comerciais.

Sob a perspectiva brasileira, no período recente, registrou-se uma divisão entre atores econômicos. De um lado, posicionaram-se o governo e os demais agentes sensíveis a dimensão política da relação na defesa da paciência estratégica e unilateralismo benévolo. Do outro lado, o setor empresarial direcionou críticas e demandas por autonomia em relação aos compromissos bilaterais ou por retaliação frente às medidas protecionistas do vizinho.

Os dois últimos grandes conflitos entre os dois países, giraram em torno da limitação das importações de produtos brasileiros pela Argentina e as retaliações em resposta pelo empresariado do Brasil.

Em 2006, Argentina decidiu manter a política de licenças não automáticas (que tornam o processo de importação mais demorado e burocrático) para os produtos brasileiros de linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar roupa). Tais medidas eram justificadas no passado, pois permitiria aos empresários argentinos desenvolverem sua indústria. Entretanto, considerando as taxas recordes de crescimento argentino de 2002 a 2006, os empresários brasileiros percebiam tais medidas como unilaterais protecionistas.

Em 2009, novos setores foram envolvidos em um conflito similar, dessa vez sob a justificativa de proteção do mercado interno perante as conseqüências da crise mundial. As decisões impostas por Buenos Aires na tentativa de conter a queda da demanda e do emprego, novamente, prejudicam o setor industrial brasileiro pelas barreiras à importação de produtos têxteis, calçados e eletrodomésticos. Todavia, pressionado pelo empresariado, Brasília respondeu às licenças não automáticas estabelecidas pelo vizinho, impondo o mesmo tipo de licença a produtos argentinos como farinha de trigo, óleos, frutas, vinhos, caminhões, entre outros. A justificativa brasileira é a proteção de seu mercado de trabalho, sua indústria e sua produção.

Em outras palavras, protecionismo sendo combatido com protecionismo.

Apesar dos conflitos não afetarem diretamente o povo brasileiro ou argentino, constituem um entrave à maturação de uma relação que, futuramente, poderá nutrir a consolidação de um novo bloco econômico.

Durante os encontros realizados em julho desse ano pelo programa Jóvenes Líderes, freqüentemente surgia o questionamento da trajetória que deveria ser iniciada na América Latina a fim de que futuramente pudesse se consolidar como um bloco econômico. As respostas dos expositores, sempre tomando por base o caso da União Européia, podem ser resumidas à duas categorias centrais: Democracia e Objetivo comum.

Analisando a situação vivida no Cone Sul, cabe ressaltar que os conflitos comerciais não evoluíram para um conflito político mais acirrado, que pudesse constituir um risco de animosidade entre os vizinhos. Adicionalmente, Argentina e Brasil mantêm uma política de monitoramento contínuo de seu comércio bilateral para ajustar desequilíbrios, por meio de um sistema do qual participam empresários de ambos os países.

Apesar dos indícios de amadurecimento da democracia nos dois países, falta ainda o comprometimento com um objetivo de desenvolvimento supranacional. Faz-se necessário compreender que dentre de uma negociação, para que todas as partes saiam genhando, é preciso que todas as partes saibam ceder. Somente internalizando a idéia de que o bem comum deve prevalecer sobre os interesses setoriais é que poderemos construir relações verdadeiramente duradouras e benéficas.

Silvana Montes es Argentina, licenciada en Psicología, y miembro de Conexión Iberoamérica.

Rafael Caldas é Brasileiro, administrador de empresas, e membro da Conexão Ibero-América.

Colombia y Venezuela: Una crisis entre hermanos enero 4, 2010

Posted by conexioniberoamerica in Reflexiones.
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Las relaciones  problemáticas entre algunos países de Iberoamérica son una triste verdad actual. La información es una de las herramientas más importantes para luchar contra los conflictos, y accesible a todos, así que empezamos hoy este tema, que se extenderá por algunas semanas más. Yuli Guzmán y Caterina Signorino comparten con nosotros sus puntos de vista sobre la crisis entre Colombia y Venezuela.

Colombia y Venezuela: Una crisis entre hermanos

Yuli Guzmán

Más allá de una manifestación de inconformidad del presidente venezolano Hugo Chávez ante la gestión del mandatario colombiano Álvaro Uribe, durante el año 2009 se registró una disminución del intercambio comercial cercano a 2.600 millones de dólares debido a este conflicto.

Ahora bien, ¿Cuáles son los hechos que generaron esta crisis política y económica? Las diferencias más significativas comenzaron en el año 2005 con la captura del colombiano Rodrigo Granda, miembro de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – FARC – (grupo denominado terrorista por la Unión Europea, OEA, ONU, etc.), pues al parecer su captura fue hecha en tierras venezolanas, acto calificado por Chávez como violación de la soberanía de su país, por lo cual ordenó suspender los lazos comerciales con Colombia.

Tiempo después, en agosto de 2007, Chávez participó como mediador de la liberación de algunos secuestrados en Colombia, sin embargo Uribe suspendió la labor de su homólogo  venezolano porque al parecer se comunicó con los militares directamente vulnerando las reglas acordadas para este proceso, ante lo cual Chávez decidió volver a congelar las relaciones con su vecino país.

En marzo de 2008, la situación empeoró debido al bombardeo hecho por el ejército colombiano a un campamento guerrillero ubicado en territorio fronterizo ecuatoriano, que produjo la muerte de Raúl Reyes, una de las cabecillas más importantes de las FARC. Ante este hecho, Chávez ordenó el envío de tanques hacia la frontera colombiana y solicitó el retiro del personal de la embajada en Colombia. Cuando la situación aún era crítica, fueron encontrados en poder de las FARC algunos lanzacohetes que habían sido adquiridos originalmente por Venezuela, ante este hecho el  presidente Chávez manifestó que se trataba de una nueva agresión del gobierno Colombiano y una vez más congeló las relaciones.

En este ir y venir de transgresiones comerciales marcadas particularmente por las expresiones poco diplomáticas de Chávez al gobierno colombiano, salió a luz el acuerdo militar firmado entre Colombia y Estados Unidos (E.U) para el uso de siete bases militares colombianas,  hecho calificado por Chávez como una amenaza para su país y el resto de la región e hizo un llamado al pueblo venezolano para “prepararse para la guerra” afirmando que sí E.U. los agredía militarmente comenzaría la “guerra de los 100 años que se extendería por todo el continente”.

¿Cuál ha sido la posición colombiana ante estas declaraciones? El gobierno colombiano afirmó que no realizaría ningún gesto hostil pero que presentaría esas declaraciones ante la OEA y el Consejo de Seguridad de la ONU. La actitud prudente de las autoridades colombianas coincide con opiniones de destacados personajes como Pascal Boniface, politólogo francés, quien opina sobre Chávez: “Sus declaraciones son provocadoras pero inútiles…Cuando alguien provoca como Chávez lo hace, lo mejor es no hacerle caso. Si le hacemos caso le estamos haciendo un favor”.

Sin embargo, hay quienes creen que este conflicto representa una estrategia de distracción de los dos mandatarios, para desviar la atención de problemas internos o incluso podría tratarse de una estrategia política para alcanzar la reelección. Mientras tanto colombianos y venezolanos viven las consecuencias de una crisis política que premeditada o no, continua afectando la economía y desarrollo social, desperdiciando así una valiosa oportunidad de trabajo conjunto entre países hermanos que permitiría el crecimiento de una región más desarrollada, competitiva y unida que la actual.


Caterina Signorino

En los últimos meses se han visto desmejoradas cada vez más las relaciones políticas entre Colombia y Venezuela debido a altercados y provocaciones. Conocer el origen de este caos bilateral, resulta complejo dado que en muchos de los argumentos que ha utilizado el presidente Chávez para soportar su discurso y acciones, parecen suposiciones y ocurrencias sin pruebas.

La negativa del presidente Chávez de cooperar con el Plan Colombia, plan contra el narcotráfico impulsado por el gobierno Estadounidense y Colombiano, e incluso la intromisión política en asuntos internos colombianos; siendo que el presidente venezolano condena al presidente de Colombia por la colocación de bases militares estadounidenses en Colombia, han sido origen de este conflicto entre ambos países.

Las FARC en Venezuela

El espíritu marxista y socialista que una vez unió a las FARC y al ELN (Ejército de Liberación Nacional) como motor impulsor de su lucha guerrillera, se transforma hoy en el sentimiento más capitalista posible, donde la lucha es por rutas de comercio ilícito de drogas y territorio geográfico de extorsión. Venezuela, como nunca antes es hoy en día territorio clave de secuestros y extorsión. Algunos desertores de las FARC han afirmado que el gobierno venezolano apoya a este grupo. Lo cierto es que en Venezuela en los últimos dos años, las cifras de secuestros han aumentado un 50%.

Una crisis no rentable

Venezuela y Colombia son socios comerciales, muy importantes entre sí. El cierre intermitente de las fronteras por la ruptura de relaciones entre ambos países, ha impactado negativamente el comercio.

Una de las mayores consecuencias en Venezuela ha sido el desabastecimiento. A pesar de que pueda encontrarse una oferta limitada de productos básicos relativamente “disponibles”, no es una oferta completa ni permite al consumidor venezolano escoger lo que desea, sino lo que haya. En cifras, Colombia es el tercer socio comercial de Venezuela como lo muestra la gráfica del Instituto Nacional de Estadísticas de Venezuela.


De igual forma, para Colombia Venezuela es un importantísimo mercado de exportación, siendo este el segundo país donde Colombia coloca sus bienes y servicios exportados.

Pareciera que ninguno de los dos países ve rentabilidad en esta crisis, por el contrario, cada día más se complica el intercambio entre ambas naciones y se afecta de manera negativa al sector privado empresarial y finalmente al mismo pueblo.

Cómo vive el venezolano la crisis colombo-venezolana

Venezuela y Colombia son países hermanos, concebidos desde su nacimiento como tales, con miles de tradiciones, costumbres e idiosincrasia que se encuentran en muchos puntos, muchos elementos que unen a colombianos y venezolanos.

El venezolano ve esta crisis como un asunto entre gobiernos, e inclusive muchos adeptos al gobierno no están de acuerdo con que sea provechoso mantener la situación actual. En Venezuela se valora y  se respeta al pueblo colombiano, reconociendo su importancia y aporte al país.

En Venezuela preocupa que se siga sosteniendo esta crisis que repercute en el día a día de cada venezolano. Un conflicto que podría calificarse como unilateral, donde el presidente venezolano es prácticamente el único que en sus propias conclusiones decide cuando es conveniente romper o no relaciones con Colombia, sin que necesariamente este sea el sentimiento del pueblo venezolano.

Yuli Guzmán es Colombiana, médica y cirujana, Máster en Salud y miembro de Conexión Iberoamérica.

Caterina Signorino es Venezuelana, licenciada en Ciencias Administrativas y Gerenciales, y miembro de Conexión Iberoamérica.